Fios búlgaros levantam rosto e bumbum sem cirurgia plástica

Conhecido como fio tensor elástico, nova técnica arrebita o nariz e levanta os seios

Por Ana Maria Madeira - publicado em 28/04/2010


Cirurgia plástica

Apesar de ser considerada como uma técnica inovadora, a médica alerta que os fios búlgaros não resolvem os problemas estéticos de todos: quem tem muita pele ou gordura, e não apenas flacidez, pode precisar fazer um procedimento complementar como o lifting (que envolve o preenchimento com botox) no caso do rosto, ou o silicone nas outras áreas do corpo.

Segundo a médica, a indicação do método para o rosto é para pessoas com até 50 anos, que em geral apresentam uma flacidez média da pele. No caso do bumbum flácido, o método é recomendado quando os glúteos não são muito grandes, pois do contrário a técnica não surtirá efeito.  

E o preço?

O procedimento pode variar de R$ 1.500 a R$ 6 mil, dependendo da região onde vai ser aplicada. Mas o tempo de aplicação é rápido: o método costuma demorar de 15 a 20 minutos. "A anestesia é apenas local e o pós-operatório, é sem grandes traumas. A agulha é muito fina, não pega artérias e praticamente não incha, porque o procedimento é feito com uma pequena incisão cutânea, sem pontos", explica Gláucia. A fixação dos fios é realizada em um osso, no qual o tecido é amarrado. 

Uma pele mais firme, mais luminosa, mais jovem. Qual mulher não quer? Os consultórios dermatológicos oferecem uma série de tratamentos rejuvenescedores (botox, peeling, ácido hialurônico, lifting) sem precisar ir para a sala de cirurgia. Some a esses tratamentos menos invasivos uma novidade: o fio búlgaro.

A nova técnica preserva as expressões faciais, arrebita o nariz, pode ser aplicada em várias regiões do rosto, como sobrancelha, queixo, lábios, no pescoço, e ainda levanta os seios e o bumbum. "É uma alternativa à cirurgia plástica e, se houver rejeição do fio ou infecção, é possível retirá-lo ao contrário das outras técnicas que envolvem fios - e que não pode ser removidos depois", explica a cirurgiã plástica Gláucia Zeferino.

Desenvolvida pelo médico búlgaro Nicolay Serdev, o método usa um fio elástico, de poliamida trançada, que tem certa elasticidade e não se rompe - além de ser absorvido pelo organismo depois de cinco anos. E os efeitos duram esse mesmo tempo, tendo em vista que um tecido grosso é formado ao redor do fio, impedindo que a flacidez volte ao que era antes. O fio búlgaro se assemelha a um fio de sutura plástico. Por ser elástico, ele acompanha os movimentos da face. "Ele preserva a expressão natural do paciente que fica com o rosto rejuvenescido, mas sem perder as feições", diz a cirurgiã plástica. 


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