"Estima-se que até 75% das gestantes e até 35% das mulheres em tratamento com anticoncepcionais são afetadas pelas manchas escuras"
Não se sabe ainda o exato mecanismo de ação do ácido tranexâmico no
clareamento do melasma, mas estudos científicos realizados com essa nova
opção terapêutica revelam um clareamento consistente e interessante das
manchas, após 12 semanas de tratamento. Vale ressaltar que esse
tratamento pode ser associado ao uso domiciliar de outros
despigmentantes, potencializando assim os resultados.
O Melasma é uma palavra derivada do grego melas que significa "escuro". Isto é, um distúrbio da pigmentação da pele caraterizado pelo aparecimento de manchas acastanhadas. Possui formatos irregulares que se localizam principalmente na face (bochechas, buço, testa, nariz e queixo), podendo acometer também áreas extra-faciais como pescoço e antebraços. Mas o que fazer para combater o aparecimento dessas manchas?
Uma nova opção para tratamento do melasma já está disponível no mercado dermatológico. Trata-se do ácido tranexâmico intralesional ou micro injeções de ácido tranexâmico. O tratamento é feito através da injeção de vários pontos da substância nas manchas (0,05 ml por ponto, com um centímetro de distância entre os pontos), uma vez por semana. Em média, são necessárias 12 sessões. A pele pode ficar um pouco avermelhada e discretamente inchada após as infiltrações.
Os principais causadores do Melasma são:
- Exposição solar aguda: um dia de sol forte sem proteção
adequada pode ser suficiente para o aparecimento das manchas;
- Exposição
solar crônica: exposição ao solar acumulada ao longo dos anos;
-
Hormônios: têm o poder de estimular os melanócitos, células que
produzem melanina. Isso explica o motivo pelo qual mulheres grávidas,
que usam pílula anticoncepcional ou fazem terapia de reposição hormonal
estão mais sujeitas à apresentar esse tipo de manchas;
- Predisposição
genética: mulheres que possuem parentes com Melasma tem uma maior
probabilidade de ter esse distúrbio da pigmentação.
Cerca de 90 % dos casos de melasma ocorrem em mulheres com mais de 30
anos. Estima-se que até 75% das gestantes e até 35% das mulheres em
tratamento com anticoncepcionais são afetadas pelas manchas escuras. O
melasma é mais comum nas pessoas com pele morena.
Ainda não existe uma cura definitiva para o melasma, então o
importante é que as pessoas tenham cuidados constantes e façam uso da
fotoproteção diariamente, independentemente da época do ano; além de
proteções "físicas" como bonés e chapéus com abas largas e óculos
solares, e, ainda, evitem o uso prolongado de hormônios, principalmente
anticoncepcionais de alta dosagens.