Fígado de boi contra a anemia5. Como deve ser feita a prevenção?
Podemos
prevenir aquelas anemias dependentes de uma alimentação adequada, ou
seja, as anemias causadas pela falta de ferro e vitamina B12. Comendo de
tudo um pouco, incluindo legumes, verduras, frutas e carne vermelha, não há porque se preocupar (a não
ser que exista uma doença de base que evite a absorção das vitaminas).
6.
Anemia é doença? Além da falta de ferro, outros fatores podem causá-la?
Anemia não é doença, é uma síndrome em conseqüência de algum
comportamento inadequado ou de alguma doença.
7. O
problema é mais comum pela carência ou por dificuldades de absorção do
mineral?
Sem dúvida alguma, pela carência do ferro, em 95%
dos casos.
8. Como é o tratamento em cada um dos casos?
Cada
tipo de anemia tem um tratamento específico. De forma geral, eles se
baseiam em reativar o número de glóbulos vermelhos circulantes, para um
melhor transporte de oxigênio. Isso pode variar desde simples reposições
de sulfato ferroso via oral até tratamentos mais elaborados,
intra-hospitalares.
9. O que pode ocorrer se o problema
não for tratado?
Uma piora do quadro geral do paciente, com
cansaço progressivo e aos mínimos esforços, com déficit de oxigenação
no organismo, causando danos diversos, desde problemas cardíacos até neurológicos.
Ela mais comum do que você pensa e não atinge só as crianças. Anemia, na verdade, é nome genérico para uma série de problemas , afirma a hematologista Regina Biasoli, do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA. Ela pode ser causada por deficiência de ferro, de vitamina B12, por destruição dos glóbulos vermelhos e por muitos outros fatores .Todas as variações, no entanto, trazem a mesma complicação: a dificuldade de oxigenação no organismo o que pode ter efeitos graves, como falhas no funcionamento do cérebro ou do coração. Em 95% dos casos, a reposição de ferro resolve o problema. Isso pode ser feito com suplementação oral e alterações na dieta, aumentando consumo de leguminosas, como feijão e soja, e carnes vermelhas fígado , afirma a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.
Mas há casos em que a dieta tem pouco efeito. Na entrevista abaixo, a hematologista Regina Basioli dá mais detalhes da síndrome, fala sobre os casos em que a prevenção é possível e identifica os tratamentos mais eficientes.
1. Que tipos de anemia existem?
Existem diferentes tipos de anemias, por diferentes causas. A anemia causada por deficiência de ferro responde por 95% dos casos, mas também há a anemia megaloblástica (por deficiência de ácido fólico ou vitamina B12); anemia da doença crônica (quando outras doenças levam ao problema); anemia hemolítica (quando ela surge existe por destruição do glóbulo vermelho) e muitas outras.
2. Há algum fator de risco para o problema?
Sim, a condição genética é um deles e a alimentação inadequada é outro.
3. O comportamento da mãe, na gravidez, pode trazer problemas futuros desse tipo ao filho?
Sim. É necessária uma reposição vitamínica durante a gravidez, evitando não só a anemia mas inúmeros problemas. A natureza protege o feto, mesmo em mães desnutridas, mas esta compensação tem um limite.
4. Só a alimentação basta para controlar o problema?
Dependendo da causa, do tipo e do grau da anemia, não. Mas a alimentação corrige e evita muitos casos de anemia por deficiência de ferro ou de vitamina B12.
10.
Além dos sinais na pele, que outros sintomas podem existir?
Cansaço
progressivo, queda de cabelos e unhas quebradiças falam a favor da
deficiência de ferro. Mas o diagnóstico efetivo deve ter comprovação
laboratorial, com exames de sangue conduzidos e analisados por
profissionais competentes.
11. Algum tipo de medicamento
favorece a anemia?
As quimioterapias podem causar um
período de anemia, que depois se normaliza. Exageros em medicamentos
para emagrecer, como anfetaminas, podem, com o tempo, também levar à
anemia.
12. Por que ouve-se falar mais de anemia em
crianças? É raro encontrar adultos que sofram com ela ou o problema está
no diagnóstico?
Os adultos também são bastante afetados e
por todos os tipos de anemia. O foco concentra-se mais nas crianças
devido à importância da necessidade de educação populacional para com os
cuidados na infância, evitando a anemia, que pode acarretar problemas
futuros nos jovens que não são tratados.